Em 3 décadas, expectativa de vida de mineiros cresce 12 anos, aponta IBGE

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Mais da metade da população com 60 anos hoje deve chegar aos 80.
Mortalidade infantil diminuiu no estado.

O mineiro está vivendo mais, de acordo com uma pesquisa do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Desde 1980, a expectativa de vida no estado aumentou em média 12 anos. O levantamento também faz um alerta: os homens estão morrendo mais que as mulheres. O número é quatro vezes maior.

Mais da metade da população de Minas Gerais com 60 anos hoje deve chegar aos 80. A pesquisa compara dados de três décadas. Em 1980, de cada mil pessoas com 60 anos, 643 não completavam 80. Em 2010, esse número baixou para 413, aumentando a expectativa de vida.

“Nós últimos 30 anos, houve uma série de avanços tecnológicos e nas condições de vida da população, em geral. Por exemplo, melhora no saneamento básico, aumento da renda, da escolaridade. Isso faz com que as pessoas, por exemplo, cuidem melhor da saúde. Então, esses avanços propiciaram uma maior expectativa de vida”, avalia a analista do IBGE, Luciane Longo.

Já no outro extremo, no nascimento, o estado registrou uma queda expressiva na mortalidade infantil, de acordo com o instituto. Em 1980, eram 65 mortes por mil nascimentos. Em 2010, o número foi bem menor: 14,6 também no universo de mil recém-nascidos.

“Essa queda é em função, principalmente, da melhora das condições de vida da população. Principalmente, da melhora no saneamento básico, aumento da escolaridade das mulheres, que acaba impactando na questão da maternidade, o maior acesso ao pré-natal, a questões de aleitamento materno. Isso faz com que, por exemplo, a desnutrição caía muito no primeiro ano de vida e isso favoreça muito essa queda da mortalidade infantil”, enumera a analista.

O IBGE traz ainda uma informação alarmante. Os homens estão morrendo mais que as mulheres. Em 1980, Minas Gerais tinha quase duas mortes masculinas para uma feminina. Em 2010, esse índice aumentou. São quase quatro mortes entre os homens para uma entre as mulheres.

Segundo Luciane Longo, o aumento foi observado na faixa de homens entre 20 e 24 anos. Ela explica que isto é um reflexo do crescimento das mortes por causas violentas.

Do G1 MG

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