Dilma anuncia R$ 47 milhões para restauro de locais históricos do Pará

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Verba faz parte do PAC das Cidades Históricas.
Obras podem dar sustentabilidade ao centro de Belém, diz especialista.

Presidente Dilma Rousseff e a ministra da Cultura, Marta Suplicy (Foto: Pedro Ângelo/G1)O Governo Federal deve destinar R$ 47 milhões para a recuperação de pontos históricos no Pará. As obras fazem parte do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), e foram anunciadas durante visita da presidente Dilma Roussef a São João del-Rei, em Minas Gerais, nesta terça-feira (20).

Segundo o Ministério da Cultura, a iniciativa tem como objetivo a conservação de prédios tombados, favorecendo a recuperação destes locais para utilização dos espaços históricos com um novo propósito, visando atender a população. As ações devem acontecer nos próximos três anos.

No Pará, a verba vai ser destinada para a restauração do Palácio Antônio Lemos; revitalização da Feira do Ver-o-Peso e do mercado de peixe; requalificação das praças Dom Pedro, do Relógio, do Carmo, Visconde do Rio Branco e do cemitério da Soledade; restauração do casarão do Fórum Landi, Teatro Municipal, Cine Olympia, Palacete Bolonha, Fundação Cultural de Belém, Arquivo Público e Capela Pombo.

“Estamos esperando essa notícia há muito tempo. É uma grande conquista para Belém. Esses recursos vão permitir que o centro histórico da cidade tenha um conjunto de restauros que possa lhe dar uma unidade, uma estrutura, e com isso a gente dá um passo importante na conquista da sustentabilidade”, disse o arquiteto Flávio Nassar, do Fórum Landi.

Além do Pará, outros 19 estados devem ser beneficiados com o PAC das Cidades Históricas, totalizando um investimento de R$ 1,6 bilhão. Segundo a presidente Dilma, a preservação das cidades é um investimento na formação do povo brasileiro. “Conhecer, respeitar e preservar as cidades históricas são requisitos para construirmos nosso futuro como nação democrática, civilizada e capaz de se erguer sobre os prórprios pés. Investindo no patrimônio Cultural estamos investindo em nós mesmos”, disse.

Segundo o Ministério, este recurso não deve ser repassado de uma vez para as prefeituras: a liberação da verba vai acontecer conforme as obras forem licitadas.

Do G1 PA

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